Calendário de vacinação 2026: tabela completa e o que cai na prova

Calendário de vacinação 2026: tabela completa e o que cai na prova
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Vacinação é o tema de pediatria e preventiva que mais aparece nas provas que seguem a matriz do Inep, e é o que muda com mais frequência: o Calendário Nacional de Vacinação é republicado todo ano por Instrução Normativa do Ministério da Saúde. O de 2026 trouxe uma troca importante, a pneumocócica 20-valente, e manteve as regras de janela e de atualização que as bancas usam para separar quem decorou de quem entendeu. Este guia segue o calendário de 2026 e a instrução normativa que o acompanha.

Calendário de vacinação 2026: tabela completa e o que cai na prova
Resumo visual do tema. Fonte: Calendário Nacional de Vacinação 2026 e Instrução Normativa do Calendário 2026, Ministério da Saúde.

A novidade de 2026: VPC20

A pneumocócica 20-valente entrou no PNI e substitui a 10-valente na rotina da criança e a 23-valente nos grupos especiais.

  • Criança: VPC20 aos 2 meses e reforço aos 12 meses. Durante a transição, a dose dos 4 meses ainda é VPC10.
  • Pessoas a partir de 60 anos acamadas ou institucionalizadas, e povos indígenas a partir de 5 anos sem pneumo conjugada: dose única de VPC20, no lugar das duas doses de pneumo 23 com 5 anos de intervalo. Duas doses prévias de pneumo 23 valem como esquema completo; uma dose prévia recebe uma de VPC20 após intervalo mínimo de um ano.

O calendário da criança em 2026

IdadeVacinas
Ao nascerHepatite B; BCG
2 mesesPenta (DTP + Hib + HB) 1ª; VIP 1ª; rotavírus 1ª; VPC20 1ª
3 mesesMeningocócica C 1ª
4 mesesPenta 2ª; VIP 2ª; rotavírus 2ª; VPC10 2ª (transição)
5 mesesMeningocócica C 2ª
6 mesesPenta 3ª; VIP 3ª; influenza 1ª; covid-19 1ª
7 mesesCovid-19 2ª
9 mesesCovid-19 3ª; febre amarela
12 mesesVPC20 reforço; meningocócica ACWY; tríplice viral 1ª
15 mesesDTP 1º reforço; VIP 1º reforço; tríplice viral 2ª; varicela 1ª; hepatite A
4 anosDTP 2º reforço; VIP 2º reforço; varicela 2ª; febre amarela reforço
5 anosVPC20, só indígenas sem pneumo conjugada
9 anosHPV4 dose única

As regras de rodapé que viram questão

Rotavírus: 1ª dose entre 1 mês e 15 dias e 11 meses e 29 dias; 2ª dose entre 3 meses e 15 dias e 23 meses e 29 dias; 60 dias entre elas. Perdeu a janela da 1ª, perdeu a vacina. Não existe “colocar em dia” o rotavírus.

Influenza: 6 meses a menos de 6 anos, anual. Primeira vez: 2 doses com 30 dias de intervalo. Depois: 1 dose por ano.

Covid-19 na criança: esquema de 3 doses aos 6, 7 e 9 meses; em atraso, até 4 anos, 11 meses e 29 dias, com 4 semanas entre 1ª e 2ª e 8 semanas entre 2ª e 3ª. Imunocomprometidos mantêm dose a cada 6 meses.

Febre amarela: 9 meses e reforço aos 4 anos. Entre 6 e 8 meses só em alto risco, com avaliação, e 10 dias antes de viagem. A partir dos 5 anos: quem tem 2 doses antes dos 5 está completo; quem tem 1 dose antes dos 5 recebe reforço; quem recebeu 1 dose depois dos 5 está completo; sem histórico, 1 dose. Quem tomou só a dose fracionada de 2018 recebe 1 dose padrão.

Varicela: 15 meses e 4 anos. Sem monovalente, usar tetraviral.

HPV: dose única aos 9 anos, meninas e meninos. Atraso: até 14 anos, 11 meses e 29 dias. Sem histórico entre 15 e 19 anos: dose única por estratégia estadual. Três doses, 0, 2 e 6 meses, para imunodeprimidos de 9 a 45 anos, vítimas de violência sexual de 15 a 45 anos, usuários de PrEP de 15 a 45 anos, pessoas com papilomatose respiratória recorrente a partir de 2 anos e mulheres tratadas por NIC 2, NIC 3 ou AIS.

Poliomielite: só VIP. A VOP saiu do calendário.

Hepatite B: se a 1ª dose não foi dada até 1 mês de vida, o esquema segue com a penta aos 2, 4 e 6 meses. A partir dos 7 anos, monovalente em 0, 1 e 6 meses. Nunca reiniciar esquema.

Gestante

Situação de dT préviaO que fazer
3 doses ou maisdTpa a partir da 20ª semana, a cada gravidez
2 dosesdTpa a partir da 20ª semana
1 dosedT + dTpa a partir da 20ª semana, 60 dias entre elas
NenhumadT + dT + dTpa a partir da 20ª semana, 60 dias entre as doses

Chegou depois da 20ª semana: dTpa primeiro, dT depois. Não deu tempo: dTpa no puerpério até 45 dias. Mais: influenza anual, covid-19 uma dose por gestação com 6 meses da última, hepatite B se incompleta. Sem atenuadas na gestação: nem tríplice viral, nem varicela, nem febre amarela. Quem toma tríplice viral aguarda 4 semanas para engravidar.

Adulto

VacinaRegra
Tríplice viral12 meses a 29 anos: 2 doses, 30 dias de intervalo. 30 a 59 anos: 1 dose. Trabalhador de saúde: 2 doses em qualquer idade
dT3 doses; reforço a cada 10 anos, ou 5 em ferimento de risco. Profissional de saúde: dTpa no reforço
Hepatite B3 doses, 0, 1 e 6 meses, se incompleta
Febre amarela5 a 59 anos sem histórico: 1 dose
Covid-19Imunocomprometido: a cada 6 meses. Comorbidade: anual
InfluenzaAnual para 60 anos ou mais e grupos prioritários

Intervalo entre atenuadas

Duas vacinas atenuadas injetáveis: no mesmo dia ou com 30 dias de intervalo. Simultaneidade de tríplice viral com febre amarela em crianças pede avaliação de risco-benefício.

Os erros que mais reprovam

  1. “Atualizar” o rotavírus em criança de 1 ano.
  2. Dar dT em vez de dTpa na gestante com esquema completo.
  3. Pular a dTpa porque o último reforço de dT tem menos de 10 anos.
  4. Dar 2 doses de tríplice viral no adulto de 35 anos, ou 1 só no de 25.
  5. Marcar VOP em alternativa de reforço de poliomielite.
  6. Esquecer que em 2026 a pneumocócica dos 2 meses é a 20-valente.
  7. Reiniciar esquema de hepatite B.

Questão no estilo das provas de residência

Criança de 12 meses, nascida a termo, comparece à unidade com cartão de vacinas mostrando apenas BCG e hepatite B ao nascer. A mãe pede para “colocar tudo em dia”. Qual das vacinas abaixo não deve mais ser administrada?

A) Penta. B) Poliomielite inativada. C) Rotavírus humano. D) Pneumocócica 20-valente.

Resposta: C.

A 1ª dose do rotavírus precisa ser aplicada entre 1 mês e 15 dias e 11 meses e 29 dias de idade. Aos 12 meses, a criança já passou do limite para a 1ª dose, e o calendário é explícito: quem não recebe a 1ª dose no período indicado perde a oportunidade de vacinação contra o rotavírus. Não se inicia o esquema. Penta, VIP e pneumocócica 20-valente, ao contrário, são atualizadas normalmente, respeitando os intervalos entre as doses. A banca gosta de inverter a conta: com 7 meses, o rotavírus ainda poderia ser iniciado, porque a 1ª dose está dentro da janela e a 2ª cabe antes dos 23 meses e 29 dias. Treine a janela nas duas direções.

Perguntas frequentes

O que mudou no calendário de vacinação de 2026?

A pneumocócica 20-valente substituiu a 10-valente na criança, aos 2 e 12 meses, e a 23-valente nos grupos especiais, em dose única.

Quais vacinas são dadas aos 2 meses?

Penta, VIP, rotavírus e pneumocócica 20-valente.

Até que idade pode dar a vacina de rotavírus?

1ª dose até 11 meses e 29 dias; 2ª até 23 meses e 29 dias, com 60 dias de intervalo.

Quando é a febre amarela na criança?

9 meses, com reforço aos 4 anos.

Qual vacina de tétano a gestante recebe?

dTpa a partir da 20ª semana, em cada gravidez, completando com dT se faltarem doses.

Quantas doses de HPV?

Dose única aos 9 anos, com resgate até 14 anos, 11 meses e 29 dias. Três doses nos grupos especiais.

A vacina oral da pólio ainda está no calendário?

Não. Só a inativada.

Pode dar tríplice viral e febre amarela no mesmo dia?

Em crianças, pede avaliação de risco-benefício; caso contrário, 30 dias de intervalo.

Confira sempre o Calendário Nacional de Vacinação vigente, porque ele muda todo ano. Quer fixar as janelas e os intervalos? Treine questões de pediatria no banco de questões.

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